quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CHUVA DE MULHERES



Chovem mulheres. Chove torrencialmente. De todas as cores, tamanhos, idades e larguras. Chove tanto que alaga a cidade e afoga os homens que nadam inutilmente tentando não morrerem afogados – pobres coitados.
Essa chuva é fruto de um tremendo desequilíbrio ecológico. A natalidade feminina aumentou não se sabe o porquê. Os homens são vítimas. Ficam zonzos com tanta chuva que não os deixa ver direito pra onde olhar.
Mas os homens são teimosos: nem guarda-chuvas ou botes salva-vidas querem usar. Preferem se afogar nesse mar que cresce incessantemente a cada dia. E as mulheres... elas sim que na verdade estão estão sempre a se afogar.

Um comentário:

Osny de Souza Alves disse...

Chuva sem previsão de parar! Parabéns pela obra poética!